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um amigo de fim de tarde

um amigo, um café, um ritual de fim de tarde... conversas banais, fáceis como um gato ao sol.

um amigo de fim de tarde

um amigo, um café, um ritual de fim de tarde... conversas banais, fáceis como um gato ao sol.

desafio as melhores férias

Sassão, 03.08.20

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Um desafio da Ana que podem encontrar aqui  e que aceito com muito prazer, como sempre!
 
Não consigo dizer quais foram as minha melhores férias... mas sei quais foram as mais importantes! 
E foram as que escolhi para este desafio:
 
 
"As melhores férias"
 
O corpo exigia descanso e espírito, calma. A continuidade dos dias era uma incógnita.
E escolhi São Miguel.
 
Há pedaços de mundo que entram em nós como se fôssemos névoa.
Ali, das lagoas profundas aos pequenos povoados, era tangível uma energia intensa, em que me sentia transbordante de mim própria, percebendo-me numa clareza crua.
 
E entre essa magia, exultei na viagem entre as minhas trevas e a minha luz. E vi que só navegando por ambas me descobriria.
 
E o meu propósito era claro, o futuro irrelevante, o amor o que importava. 
E afinal, já tinha o que sempre procurara. 
 

 

fazem-me falta os abraços

Sassão, 01.08.20

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Desde Março que não abraço a minha mãe.
Ontem, fui vê-la ao Lar onde está, e ficámos os 20mn semanalmente permitidos com dois metros entre nós.
 
Tenho tantas saudades de um abraço da minha mãe.
Sinto tanto a falta de de lhe pegar nas mãos enquanto conversamos.
 
E faltam-me também os pequenos toques do dia a dia com os amigos com quem trabalho, o colocar a mão no braço “estás bom?”; o sentir a proximidade do outro “senta aqui, que o pessoal aperta-se e cabe mais um”.
 
Fazem-me falta os abracinhos das minhas alunas, que mesmo na adolescência, tantas há começam a aula de braços e sorrisos abertos. 
E eu gosto desse mar largo de alegria invasora.
 
Não sei se é uma coisa cultural do sul da Europa, não sei se por ter crescido com a naturalidade do contacto físico... faz-me falta.
 
Mesmo tendo quem abraçar cá por casa (até o gato espremo), sinto falta também da espontaneidade do abraço aos amigos quando nos encontrávamos para um programa.
 
Aquele abraço genuíno a pessoas que escolhi para fazer parte da minha vida e que quero de volta.
De volta na mesa do restaurante, de volta nos passeios de máquina fotográfica na mão, de volta em tudo o que nos unia.
 
Ainda nos unem os afectos e os interesses.
Mas quero abraços para os regar. 
 
Quero abraços...

leituras de verão

Sassão, 29.07.20

Deparei-me aqui  com um post de leituras de verão do #bandolusitano.
Como este é um tema a que não consigo resistir, deixo aqui as minhas sugestões 😊

Agora, estou a iniciar o último do João Tordo, mas deixo aqui três sugestões de leitura para férias.

Livros que me deram um prazer imenso a ler, de autores diferentes que nos levam a mundo também muito diferentes. 

Como tinha as fotos bonitinhas para a minha conta do Instagram, podem ler inclusive o excerto que selecionei de cada um.

Espero que gostem tanto como eu da delicadeza de Towles, o universo da Alexandra Lucas Coelho e a prosa de ouro do Afonso Cruz.  
 

rimas infantis na Silly Season

Sassão, 29.07.20

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Em puro ambiente de Silly Season, tenho uma enorme preguiça e nada para dizer. 

Por isso, partilho umas rimas (como dizia o meu avô) que fiz há um bom tempo para umas crianças maravilhosas com quem trabalhei.
 
Encontrei-as numa pasta e, não tendo fotos de abelharucos, deixo umas andorinhas coloridas duma parede de Águeda. 

Só para dizer um olá 😊 e vos desejar uma Boas Férias, aqui fica:

 
"O Abelharuco"
 
Um pássaro aflito vindo do Sul, 
enganou-se no rumo, perdeu-se no azul.
 
"Chegou o outono, que coisa é esta?
As árvores douradas, é dia de festa?
E agora, que faço? O céu está cinzento,
não gosto de chuva, não gosto de vento..."
 
E num parapeito abrigou-se, encolhido
guardando na asa o bico comprido.
 
"Um ornitorrinco no meu parapeito?
Que grande abuso, falta de respeito!"
 
Diz uma menina que assoma à janela,
com olhos de luz e cheiro a canela.
 
E diz de rompante com seu ar astuto:
"Com cores tão bonitas, és um abelharuco!
Perdeste a boleia, ave distraída?
Por aqui, agora, tens que andar perdida...
Olha lá no céu, os andorinhões
apanha boleia, procura outros verões!"
 
E o pássaro sorriu (ou assim pareceu),
levantou voo, ergueu-se no céu.
 
"Volto para o ano, fico na ribeira!"
Disse o abelharuco, à sua maneira.
 
"Muitas aventuras p'lo sítio onde fores,
volta que o verão tem as tuas cores!"