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um amigo de fim de tarde

um amigo, um café, um ritual de fim de tarde... conversas banais, fáceis como um gato ao sol.

um amigo de fim de tarde

um amigo, um café, um ritual de fim de tarde... conversas banais, fáceis como um gato ao sol.

dos escritores que vão cedo demais - Joaquim Mestre

Sassão, 22.06.20

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O vazio deixado por Záfon, o dos livros que ele escreveria, lembrou-me outros.

Um dos vazios que mais sinto é o de Joaquim Figueira Mestre.

O primeiro livro que li dele trouxe-o entre outros, da livraria Quarteto em Coimbra, aconselhado pelo dono, para preencher os longos dias dumas férias aí por 2006 ou 2007. Engraçado como estes detalhes se lembram...

Assim que o li, fiquei completamente  envolvida pela escrita. 

Uma escrita simples, quase coloquial, com aquela mestria de fazer parecer que as palavras saíram ao correr da pena, duma assentada. Como se tudo estivesse cá dentro e fosse só escrever!

As emoções são de gente que vive colada à terra e tem um mundo lá dentro. De coisas que são como são, mas se misturam com a fantasia que todas almas têm. 

Um livro é uma obra aberta. Aberta à nossa leitura particular, fruto do que sentimos a cada momento. Esta á a minha leitura da escrita de Joaquim Mestre.

Um dia, com vontade de o ler de novo, perguntei ao Google pelas novas obras... e a resposta foi que Joaquim Mestre tinha morrido, de cancro, aos 55 anos, em 2009.

Sinto-me órfã da prosa dele. Do olhar dele sobre o Alentejo, sobre as suas gentes que são, por herança, também as minhas. 

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