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um amigo de fim de tarde

...a esta altura, o que aqui se vê são notas de enfado de uma senhora à beira de um ataque de nervos.

um amigo de fim de tarde

...a esta altura, o que aqui se vê são notas de enfado de uma senhora à beira de um ataque de nervos.

fazem-me falta os abraços

Sassão, 01.08.20

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Desde Março que não abraço a minha mãe.
Ontem, fui vê-la ao Lar onde está, e ficámos os 20mn semanalmente permitidos com dois metros entre nós.
 
Tenho tantas saudades de um abraço da minha mãe.
Sinto tanto a falta de de lhe pegar nas mãos enquanto conversamos.
 
E faltam-me também os pequenos toques do dia a dia com os amigos com quem trabalho, o colocar a mão no braço “estás bom?”; o sentir a proximidade do outro “senta aqui, que o pessoal aperta-se e cabe mais um”.
 
Fazem-me falta os abracinhos das minhas alunas, que mesmo na adolescência, tantas há começam a aula de braços e sorrisos abertos. 
E eu gosto desse mar largo de alegria invasora.
 
Não sei se é uma coisa cultural do sul da Europa, não sei se por ter crescido com a naturalidade do contacto físico... faz-me falta.
 
Mesmo tendo quem abraçar cá por casa (até o gato espremo), sinto falta também da espontaneidade do abraço aos amigos quando nos encontrávamos para um programa.
 
Aquele abraço genuíno a pessoas que escolhi para fazer parte da minha vida e que quero de volta.
De volta na mesa do restaurante, de volta nos passeios de máquina fotográfica na mão, de volta em tudo o que nos unia.
 
Ainda nos unem os afectos e os interesses.
Mas quero abraços para os regar. 
 
Quero abraços...

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